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Judith McNaught (nascida a 10 de maio de 1944) é uma escritora norte-americana especializada no género conhecido como romance histórico, com mais de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Foi também a primeira produtora executiva da rádio CBS, no estado do Texas.
Nascida a 10 de maio de 1944, em São Luís Obispo, licenciou-se em Gestão na Universidade Northwestern. Casou-se com um dentista de St. Louis e teve dois filhos, uma rapariga chamada Whitney, e um rapaz chamado Clayton, antes de se divorciar.
Antes de alcançar o sucesso com os seus livros, McNaught trabalhou como assistente diretorial para uma empresa de filmagens, assistante responsável numa companhia de camiões, presidente de uma empresa de empregos temporários, e presidente de uma firma de executivos.[1] Foi também a primeira produtora executiva da rádio CBS, no estado do Texas.
Conheceu o seu segundo marido, Michael "Mike" McNaught, enquanto trabalhava como assistente diretorial para uma empresa de filmagens, trabalhando num filme para a General Motors. McNaught era o diretor de relações públicas da companhia. Entre eles, tinham sete filhos de casamentos anteriores, dois dela e cinco dele. O seu marido encorajou-a a escrever, comprando-lhe uma máquina de escrever e apoiando-a durante todos os anos em que os seus livros foram rejeitados por editoras. [2]
O primeiro manuscrito de McNaught foi Whitey, My Love que escreveu entre os anos de 1978 e 1982. Depois de ter dificuldades em vender a obra, escreveu e vendeu Tender Triumph em 1982. Recebeu a capa para Tender Triumph a 20 de junho de 1983, um dia depois de o seu marido morrer num acidente.[3]
Whitney, My Love, o seu primeiro manuscrito, foi finalmente publicado em 1985, depois de McNaught se ter distinguido já com duas obras publicadas anteriormente.[4] Sem saber que existiam regras que a maioria dos romances passados na época da Regência seguiam, as suas primeira sobras foram únicas. Introduziam primeiro o herói, em vez da heroína. Ao contrário do típico romance de Regência "histórias leves sem sexo", as suas obras eram "intensamente sensuais".[2] Esta obra é reconhecida como aquela que criou o género, mais tarde conhecido por, Regência Histórica. Whitney, My Love captura os elementos do romance de Regência tradicional, mas é mais longo, sensual, e emocionalmente intenso, aspetos mais associados a romances históricos tradicionais, que raramente se passavam no período da Regência. Apesar dos muitos anos que a obra demorou a ser comprada, foi um grande sucesso, e influenciou outros editores a pedir manuscritos com o mesmo estilo.[4]
No início da sua carreira como escritora, McNaught era uma das poucas a escrever para o mercado do romance histórico. Em 1985, contudo, o género tinha expandido drasticamente, e 50 novos romances históricos estavam a ser publicados no mercado por mês, muitos parecidos com o estilo de McNaught. Apesar dos seus anos de sucesso no género de romance histórico, em 1990, McNaught mudou de género literário e começou a escrever romances contemporâneos, pensando que seria uma melhor oportunidade para expandir a sua carreira e distinguir-se num mercado menos saturado.[3] Independentemente do género literário a que pertenciam, os seus livros tendem a ter um ritmo rápido e personagens femininas fortes, leais, inteligentes e compassivas.[5]
McNaught foi uma das primeiras autoras de romances a receber um contrato multimiolionário e a ter as suas obras publicadas em capa dura, pondo-as numa melhor posição para serem alvo de análise.[3] Chegou à lista de bestsellers do New York Times pela primeira vez em 1988[1], e todas as suas obras seguintes também foram colocadas na lista. Depois de ter uma obra na lista do New York Times pela primeira vez, McNaught perguntou à sua editora para mudar as capas em futuras publicações. Em vez de capas comuns que se rasgavam facilmente, McNaught desejava que os seus livros tivessem capas "elegantes"[4].
No início dos anons 90 do século XIX, Coors Brewing pediu-lhe para escrever um livro que chamasse a atenção das mulheres e que pudesse ser usado pela editora para promover o seu programa de literacia para mulheres. Surpreendida com a informação de que uma em cinco mulheres era iletrada, McNaught ofereceu-se para reescreveu um manuscrito que estava quase pronto, Perfect, para o incorporar no programa. A mudança fez com que o livro demora-se a ficar pronto mais seis semanas do que o previsto. McNaught decidiu doar parte dos lucros obtidos com a vendo livro para programas de literacia para mulheres e insistiu que cada livro tivesse um pequeno cartão para informar os leitores sobre como fazer doações para programas de literacia e/ou tornarem-se tutores.
Foi a oradora principal da Conferência do Romance Writers of America em 1996[3], e em 1997 a Texas Women's Monthly selecionou-a entre os seus autores favoritos, com John Grisham, Patricia Cornwell, e Dean Koontz. Recebeu também o prémio Romantic Times Career Achievement e teve um New York Times bestseller, Night Whispers.[6]
Embora McNaught vivesse, a certa altura, em Saint Louis, Missouri, mudou-se para o Texas depois de se apaixonar, em Dallas, numa tour do seu livro. O seu terceiro casamento, com Don Smith, jogador de golfe profissional e engenheiro, acabou em maio de 1993. McNaught descreveu a separação como amigável e pacífica, e deu uma festa para 160 amigos para celebrar a nova fase da sua vida. Em 2007, vivia em Frisco, Texas.
McNaught é ativa em instituições de caridade para crianças e cancro da mama, e começou recentemente a promover problemas de iliteracia.